Mostrando postagens com marcador poemas tristes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas tristes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Amizade

Amizade


Um dia eu e minha amiga encontramos sementes
Um dia eu e minha amiga plantamos as sementes
Todo dia eu e minha amiga cuidávamos do solo

Nasceu uma flor delicada
Uma flor que precisava de cuidados
Uma flor complicada

Um dia minha amiga arrancou uma pétala
Um dia eu me furei com os espinhos
Um dia minha amiga cuidou com carinho
Um dia eu quebrei o caule

Nós desistimos da flor
Tão difícil de cuidar
O estranho é que
eu e ela nunca voltamos
a nos encontrar

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Fachada

Hoje um grito sufocado rasgou minha garganta
Na noite escura uma chuva quente inundou meu quarto
Um boneco quebrado foi o que encontrei dentro do espelho
quando a chuva me arrastou
E ainda que eu estivesse parado podia sentir meu corpo caindo
Caindo
Caindo
Caindo
Meus lábios foram costurados num sorriso eterno
No parque de diversões que vou todo dia
eu sou o palhaço
O palhaço que cai

domingo, 17 de maio de 2015

Ponto final

Ponto final

Eu olho para frente e só vejo o fim. Um desastre.
As flores que cuidei com tanto carinho estão morrendo
e elas são jovens demais para isso.
As nuvens feitas das minhas lágrimas querem se despejar em mim
e me afogar.
Os fios vermelhos que esmagavam meu coração foram desfeitos,
e não foi escolha minha.

O fim do túnel está no meu campo de visão,

mas nele só há um muro.
Preto e branco.
Branco e preto.
As cores não estão mais aqui.
Desamparo.
Meu mundo interior está destruído.
Por quê?
Eu não o destruí!
Eu jamais quereria destruí-lo.
Mas, ainda sim, ele está destruído.

Eu olho para frente e não vejo nada.

Nada esperançoso, nada de bom.
Não há ninguém por aqui.
Todos estão ao meu redor.
Nada compartilhado,
pelo menos da parte deles.
Estou só na multidão.

Olho em frente e vejo uma saída.

Será uma boa ideia?
Não há mais nada a fazer.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Carta no mar

Carta no mar

O céu vermelho é a carta de uma ruína
a ruína vive em mim
como as estrelas vivem no céu
O vermelho é a cor do líquido que corre em meus pulsos
cheios de desespero
Como aquele sorriso amarelo na grama
com os lábios esticados demasiado e
a gengiva tão visível quanto as nuvens

Uma minúscula esfera azulada
um nada comparado a escuridão em que fica
é onde vivo
tão pequeno, com sobreviventes menores ainda
Aqui todos usam luvas, pois creem que as rosas têm espinhos
todos riem para esconder as lágrimas
Estamos presos em rotinas sem nem um propósito

Minha irmã de dezessete anos trabalha até seus olhos de fecharem sem o seu consentimento
minha amiga de quinze anos mergulhará em todas as palavras que vê enquanto elas existirem
minha prima de dez anos enfia a língua na garganta de homens vinte anos mais velhos
e o que me dizem?
eu os ouço dizer que a minha prima é a mais esperta
Aqui é assim
Nessa pequena bola azul e branca onde eu vivo é assim

O único sorriso que vejo pertence a bola quente de fogo assustadoramente grande em cima da minha cabeça
O único sussurro de felicidade que ouço é do vento forte perto da areia
O único grito de alegria que ouço é das ondas irritadiças com as garrafas de plástico jogadas em suas espumas
ah, o mar!, tão belo!
minhas lágrimas salgadas são doces ao seu encontro
os peixes pequenos que correm em desespero quando me veem parecem tão frágeis e tão fortes...
os lamentos e choros parecem tão insignificantes perto de tanta água
A água, a vida
As sereias me chamam ao seu encontro
dizem que Atlântida não é longe pra quem pertence ao oceano
Eu quero ir
a esse lugar desconhecido
Quero me desprender a dor da terra
e viver livre na água

Uma criança chorou na minha frente
não era birra:
não chorava por fome nem por saudade
chorava como um adulto
chorava por motivos que faziam meus olhos encharcarem
chorava porque as pessoas preferiam usar luvas para proteger-se das rosas
a segurá-las com suas próprias mãos

De fato, o mar me sussurrou algo
as sereias me chamaram outra vez
e eu, fraca, me doei
Atirei-me contra as ondulações geladas
sentindo meus pulmões afundarem com o peso
meus olhos se encharcaram
porém, dessa vez,
se encheram da água fria e salgada
do belo mar que me gritava de alegria

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fantasia

Fantasia

Há o começo e há o fim
Meus pensamentos são transferidos
para cima das linhas azuis
Todas as flores me observam
falando que minha insanidade não tem olhos
Há o meio e a verdade
A transparência dos seus olhos é opaca
Seus lábios parecem máscaras

Há a luz e a escuridão
Minha borracha apaga minha língua
e meu lápis reescreve os fatos

Os pássaros dizem que meu corpo é negro
e meu rosto é branco
Seus caules me enrolam
e mudam de cor
Também troco,
porém continuo desigual
Numa nova cor que não é a dos meus olhos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desordem

Desordem


A colina se espreguiça
o sol espirra
as nuvens metem as lâminas nos pulsos
e você sorri daquele jeito bobo
sem se importar com o mundo a sua volta
cometendo seu pecado
com sua alegria insana

devorando outro lábio
olhando outros olhos
e me matando
estraçalhando o coração que já não me pertence
jogando minha alma no rio
deixando a correnteza obscura me levar

eu grito num silêncio rouco
mas seu ouvido só ouve mel
por mais que eu tente acreditar
sei que essa chuva nunca vai passar

domingo, 14 de setembro de 2014

Adolescência

Adolescência

Ela está com medo
Vocês não veem?
Ela está tremendo
Ainda é cedo

Ela está assustada
Vocês não percebem?
Ela quer fugir
Não quer ver vocês
Já foi muito maltratada

"Escreva sobre a felicidade"
Mas ela não sabia o que dizer

Ela está infeliz
Por que não estou surpresa?
A felicidade está embaixo do nosso nariz
Mas foi tampado com uma mesa

Ela está chorando
Vocês não estão ouvindo?
Ela implora
Implora por ajuda
Por que isso?
Por que ninguém está sentindo?

É normal
Todos passam por isso
Todos têm que sentir
Mas ninguém quer saber
Ninguém quer ouvir

Por que ela está sorrindo?
Não está triste?
Por que não diz a ninguém?
Por que ela não quer me ouvir?
Se não eu,
ela terá quem?

sábado, 13 de setembro de 2014

Uma flor no deserto

Uma flor no deserto

Os olhos procuram seus desejos
As mãos tateiam suas ambições
As mentes pensam em seus anseios
Presos em suas fixações

Oh, mesmo se eu soubesse o que esses corações sentem,
Ainda que eu curasse suas dores,
Se eu ouvisse seus gemidos sôfregos na madrugada
clamando por ajuda
Implorando o perdão dos seus delitos
Contorcendo suas mentes em suas próprias aflições,
Eles não viriam até a mim

Um suspiro angustiado ecoa em suas gargantas todos os dias
Um tremor assustado
Um sorriso forçado
Um olhar desesperado

Eles procuram algo novo
Querem uma novidade
Mas não veem
Seus olhos estão presos em si mesmos
Suas visões funcionam apenas em espelhos

E mesmo se eles fossem à algum lugar novo
Não procurariam inovação
Porque querem a mesmice
Querem o óbvio
Querem o que é necessário
Afinal, ninguém procura flores no deserto

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uma dose de desapego

Uma dose de desapego

Uma dose, por favor, para um coração que sofre por um amor não correspondido
Uma dose para uma destruição no lado esquerdo de um peito dolorido
Uma dose para um turbilhão de pensamentos esquecidos
e que de tempo em tempo lembra-se das frustrações passadas
que de tanto tempo torna-se a vida do seu tempo

Uma dose para um pobre esquecido cujo cupido não atendeu seu pedido
Uma dose para um pobre desiludido
Uma dose para uma pobre criatura que não sentiu o calor no peito
Uma dose para um pobre homem que teve um amor desprezado

Um pobre ser humano que não teve seus desejos realizados
E que dose em dose tem suas desilusões esquecidas
Nem que seja por um segundo, uma hora ou um dia
Mas nesses tempos tem seus pensamentos aliviados

Sua herança são as doses de esquecimento
Que, como uma criança, esquece tudo por uma noite
e tudo volta no dia
Uma dose, por favor, para um homem a espera do passado
e livrando-se de um futuro perdido

terça-feira, 24 de junho de 2014

Paixão?

Mais um aí na minha inovação ^-^

Paixão?

Todos dizem que não
Eu digo que sim
Eles não sabem
Explicar é em vão

Olhos brilhantes
Sorriso
Cor não importa
Sabe demais

Dois iguais?
Problemas a parte
Melhores amigos
Diferentes
Não se o que fazer
Não sei como fazer
isso parar

Olhares estranhos
Qual o problema?
Palavras afiadas
O que houve?

Mesma altura
Mesmas mãos
Mesmas roupas
Mesmos pés
Iguais e diferentes
Por quê?

H
Sempre a mesma palavra
A palavra com H

Não sabe amar?
Eu posso te ensinar

Por que não?
Eu te amo
Por que não acredita?

Tão iguais e diferentes
Por que não podemos ser felizes juntos?

Não posso te beijar em público?
Por que ninguém pode nos ver?
Eu te amo
Por que ninguém acredita?

Cansou?
Não quer mais me ver?

Meu corpo dói
Estou com marcas roxas

Ex-melhores amigos
Ainda te amo

Por que não podemos nos amar?

Bonecas

Decidi inovar um pouco. (Escrevi esse poema escutando uma música).

Bonecas

Eu estive pensando num sonho
Talvez alguém o escute
Quem poderá dizer?
Não interessa, sempre é assim
Destruída, remendada
Sem importância
Uma boneca

Embaçado, confuso
Talvez os olhos sejam azuis
Número 2
Minha visão está embaçada
Talvez ninguém nunca saiba
O calor está aumentando

Ah, não sei
Apague todas as suas lembranças também
Ah, eu quero saber
Até o fundo

Hm… bem… não quero aceitar
Ah, sim!, não quero saber
O que eu deveria saber?
Boa pessoa?
Elas enganam
Sorrisos? Sussurros?
O que eu deveria fazer a respeito de tais sentimentos?
Você poderia me dizer?

Número 14?
Por que a mudança?
Mestre? Senhor?
O mundo está girando
Sem olhares, sem importância
Uma boneca

Escute bem o que eu digo
Não me ouça
Azul e amarelo
Camas e lençóis

Você e eu num encontro?
Ou apenas saindo?
Diga relaxe, relaxe
Mas não se acalma

Suor e gritos
Ninguém escuta
Ou ninguém quer ouvir?
Gritos e suor
Acho que não se importam

Espera, você diz, espera, espera
Você e eu num encontro?
Você está doente?
Isso é um pesadelo
Sem importância, sem sentimentos
Perfeita e bela

Uma boneca

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Você

Mereço comentários? :P

Você

Eu vi aquelas palavras
Ouvi sua voz me dizer
Vi sua mensagem me escrever
E de repente eu estava sem chão

Foi como uma flecha entrando em meu peito
A flecha da dor
Ela apareceu sem ser convidada
E em meu coração ficou cravada

Não é clichê
Não foi uma dor psicológica
Foi uma dor física
Você me machucou de verdade

E não importa quantos anos se passem
A dor continua lá
Mesmo que eu me acostume
Sei que ela não saiu
Porque é a única que não vai me deixar

Você me ajudou
Você me "amou"
Em você me fez crer
E me apaixonar
Você me decepcionou
Você me machucou
Agora só um desejo consigo ter
Que é
Ver você
Morrer

Sentir

Só postei uma palavrinhas do que eu meio que estou sentindo agora

Sentir

Dor
Aperto
Mágoa

Decepção
Tristeza
E lágrimas

Imensidão
Escuridão
Exaustão
E solidão

Raiva
Ódio
Angústia
E aversão

Sem importância
Sem significado
Sem sentido
Sem emoções

Por quê?
Por que vocês, hipócritas que se dizem serem humanos, fazem toda essa tormenta, em mim, aparecer?
Me fazem crer em coisas dolorosas
e assim me perder

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Onde está o amor?

Esse poema é dedicado a uma amiga minha, Alessandra ^-^

Onde está o amor?

Sorrisos
Abraços
Carinho
Promessas
Sempre vindo de todos
Sempre dos seres humanos

Tudo o que eu queria era a verdade
Só quero alguém verdadeiro
Alguém que sorria pra mim
com facilidade

Eles dizem que querem amor eterno
Mas num dia amam
e no outros desistem
Dizem que querem verdadeira amizade
Mas num dia brigam
e no outro insistem

Ninguém a hipócrita
a sociedade o é

As pessoas querem atenção
querem que alguém as escute
mas não têm noção
que elas se ignoram
E na opinião dos outros
dão um chute

Antes um mais um eram dois
Hoje dois são um mais um

Eu grito querendo explicar
Mas ninguém quer me escutar
Eu tento mostrar minha voz
Mas minha língua só dá nós

Onde está o amor?
eu pergunto
Cadê a franqueza?
eu questiono
Por que todos querem ser independentes
e não percebem que se guardar
é a sua principal fraqueza?
mas respostas nunca vão dar

domingo, 20 de abril de 2014

Evolua

Poema pra reflexão...

Evolua

Não me deixe só
Não vá embora
Não me deixe na escuridão
Não vá para fora

Sou apenas uma boneca de vidro
Deitada no chão de uma rua sem significado
Num mundo sem sentido

As pessoas passam por mim sem se importar
Elas pisam em mim
Elas me quebram
Destroem cada pedaço de meu peito
E não se importam
Ninguém quer saber
Ninguém quer ver
Ninguém quer ouvir

A morte interior
é a pior que pode existir
As pessoas se matam
e continuam a insistir

Sou apenas mais um fantoche
num mundo de marionetes

As pessoas passam e não sentem o cheiro de morte
Não sentem cheiro do homicídio
Não percebem que se matam

Não se importam com quem é quem
Não se importam com quem eu sou...
Quem eu sou?
Eu já nem sei responder
Devo ter uma distorção daquilo que querem
Sou um fruto dessa sociedade torcida e sombria

Somos peões de um jogo insano
Seres sem nexo
Coisas substituíveis, descartáveis
Um grão de areia triste no meio da depressão
Uma estrela sem brilho na imensa escuridão
Confusões esperando a respiração cessar

E eis que lhe pergunto:
você quer viver?
Você sabe viver?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Tormenta

Oi \o

Tormenta

Eu escrevi uma carta
Talvez alguém lerá
Quem pode garantir?
Não diga nada a ninguém
Está tudo de pernas pro ar
E eles só conseguem sorrir

Confusão e tempestades
Relâmpagos e palavras
Os textos se misturam
E as desordem se iniciam
Mas sou uma Matryoshka

Olhares cruzados
Sorrisos de lado
Desconfianças
E raiva

O tempo não para
mas minha mente não continua

O que eu posso fazer?
Você pode me dizer?
Alto e claro, por favor
Preciso de alguém pra crer

O que faço a respeito de tais sentimentos?
Você entende o que quero dizer?
Tudo será ridicularizado
E estou num martírio neste momento
E não há nada que você possa fazer

sexta-feira, 7 de março de 2014

Feridas

Oi :3

Feridas

Um retângulo pequeno
De um material gélido
Fino como um papel
Mas pequeno e perigoso
como uma agulha
Esse é o meu melhor amigo

Pressionei-o na parte azulada
E deslisei com força
Primeiro apareceu uma pequena bolha
Logo em seguida ela foi se espalhando
E por último o líquido quente escorreu

Mesmo após este ato
As feridas ainda doíam
Feridas que não podem se ver
Nem se curar com curativos

Só apareciam mais teias de aranha
Mais cicatrizes brancas na pele fina
Mais cicatrizes finas nos pulsos

Por favor não me julguem
Por favor não me machuquem
Por favor não me batam
Apenas me escute
Eu só quero que você me entenda

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A beleza do demônio

Oi de novo! o/

A beleza do demônio

Era um bela visão
Tinha olhos e cabelos claros
De arrasar corações
Um garoto
Desses, bem raros

A garota se encantou
Com tamanha beleza!
Parecia um anjo caído
Se apaixonou, com certeza

Ele a olhava nos olhos
Um sorriso de lado
Sua mão se estendia
E logo dizia:
"estou apaixonado"

Seu sorriso aparecia
Estavam num lugar
Mas onde seria?
"Onde estamos?"
Olha-a terno
enquanto respondia:
"Aqui é o inferno"

De fato era um anjo
Nisso teve sorte
Mas infelizmente
Era um Anjo da Morte

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amor

Nada a declarar

Amor

Esses seus olhos
Brilham a cada instante
Será um problema
Você ser meu amante?

Seu lindo sorriso
aparecendo o tempo todo
Eu não quero apenas
Ser seu amigo

Nos beijamos no parque
Nunca me senti tão feliz
Mas por que o mundo todo
Nos olha assim?

As pancadas chegaram
Os julgamentos vieram
Os gritos não faltaram
Por que as coisas
têm que ser assim?

Somos apenas um casal
Como um desses bobos
Os outros nos desprezam com o olhar
Será que é por que
somos garotos?