Mostrando postagens com marcador meus poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meus poemas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Benevolência não feita, apenas falada

                        \                /
                          \            /
                            \        /
TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV
TV NINGUÉM                                      TV
TV                     VÊ                               TV
TV                           NA                        TV
TV                                DA                   TV
TV     SÓ                                               TV
TV                QUEREM                        TV
TV                                   VER              TV
TV                                             A         TV
TV                                              TEVÊ TV
TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV

sábado, 28 de março de 2015

Baile

A música suave
O ponche de laranja
As conversas correndo soltas
Os vestidos longos
As mãos na cintura e no ombro
Os restos de comida jogadas do estômago para o vaso sanitário
Os flashes das câmeras
E as fotografias penduradas nas paredes

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Escolhas

Eu devia ter feito esse no dia 14 de novembro '^^
Esse poema é para minha prima -v- Vic, feliz aniversário atrasado!

Escolhas

Em frente só há o vazio
um caminho escuro e sinistro
sem estradas
sem previsões
Não há flores
nem cheiro
Nenhuma luz numa brecha
nem uma lacuna para espiar
o que terei de enfrentar

Não posso ir para trás
é impossível
Mesmo que eu queria muito,
sou arrastada,
puxada,
para frente
Não é possível
voltar

Pediram-me para dizer a cor do céu
mas
tudo o que vejo é cinza
Sem cor, sem vida
Sem esperanças
Esse é o interior
de uma jovem desesperançada

Minha linhagem
meus iguais de sangue
meus genitores
não escutam o que meus olhos veem
Não querem ouvir
Não me escutam

Ouvir dizer
que o caminho a frente
é similar a mim
Que esse tem as cores que eu quero
os sons que eu ouço
os cheiros que eu sinto
É minha escolha
Minha terrível e frustrante escolha
seguir o amanhã
e clareá-lo com minha própria luz

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fantasia

Fantasia

Há o começo e há o fim
Meus pensamentos são transferidos
para cima das linhas azuis
Todas as flores me observam
falando que minha insanidade não tem olhos
Há o meio e a verdade
A transparência dos seus olhos é opaca
Seus lábios parecem máscaras

Há a luz e a escuridão
Minha borracha apaga minha língua
e meu lápis reescreve os fatos

Os pássaros dizem que meu corpo é negro
e meu rosto é branco
Seus caules me enrolam
e mudam de cor
Também troco,
porém continuo desigual
Numa nova cor que não é a dos meus olhos