Amizade
Um dia eu e minha amiga encontramos sementes
Um dia eu e minha amiga plantamos as sementes
Todo dia eu e minha amiga cuidávamos do solo
Nasceu uma flor delicada
Uma flor que precisava de cuidados
Uma flor complicada
Um dia minha amiga arrancou uma pétala
Um dia eu me furei com os espinhos
Um dia minha amiga cuidou com carinho
Um dia eu quebrei o caule
Nós desistimos da flor
Tão difícil de cuidar
O estranho é que
eu e ela nunca voltamos
a nos encontrar
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sexta-feira, 24 de abril de 2020
Amizade
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terça-feira, 28 de junho de 2016
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Benevolência não feita, apenas falada
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\ /
\ /
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TV NINGUÉM TV
TV VÊ TV
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TV DA TV
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TV VER TV
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sábado, 28 de março de 2015
Baile
A música suave
O ponche de laranja
As conversas correndo soltas
Os vestidos longos
As mãos na cintura e no ombro
Os restos de comida jogadas do estômago para o vaso sanitário
Os flashes das câmeras
E as fotografias penduradas nas paredes
O ponche de laranja
As conversas correndo soltas
Os vestidos longos
As mãos na cintura e no ombro
Os restos de comida jogadas do estômago para o vaso sanitário
Os flashes das câmeras
E as fotografias penduradas nas paredes
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Carta no mar
Carta no mar
O céu vermelho é a carta de uma ruína
a ruína vive em mim
como as estrelas vivem no céu
O vermelho é a cor do líquido que corre em meus pulsos
cheios de desespero
Como aquele sorriso amarelo na grama
com os lábios esticados demasiado e
a gengiva tão visível quanto as nuvens
Uma minúscula esfera azulada
um nada comparado a escuridão em que fica
é onde vivo
tão pequeno, com sobreviventes menores ainda
Aqui todos usam luvas, pois creem que as rosas têm espinhos
todos riem para esconder as lágrimas
Estamos presos em rotinas sem nem um propósito
Minha irmã de dezessete anos trabalha até seus olhos de fecharem sem o seu consentimento
minha amiga de quinze anos mergulhará em todas as palavras que vê enquanto elas existirem
minha prima de dez anos enfia a língua na garganta de homens vinte anos mais velhos
e o que me dizem?
eu os ouço dizer que a minha prima é a mais esperta
Aqui é assim
Nessa pequena bola azul e branca onde eu vivo é assim
O único sorriso que vejo pertence a bola quente de fogo assustadoramente grande em cima da minha cabeça
O único sussurro de felicidade que ouço é do vento forte perto da areia
O único grito de alegria que ouço é das ondas irritadiças com as garrafas de plástico jogadas em suas espumas
ah, o mar!, tão belo!
minhas lágrimas salgadas são doces ao seu encontro
os peixes pequenos que correm em desespero quando me veem parecem tão frágeis e tão fortes...
os lamentos e choros parecem tão insignificantes perto de tanta água
A água, a vida
As sereias me chamam ao seu encontro
dizem que Atlântida não é longe pra quem pertence ao oceano
Eu quero ir
a esse lugar desconhecido
Quero me desprender a dor da terra
e viver livre na água
Uma criança chorou na minha frente
não era birra:
não chorava por fome nem por saudade
chorava como um adulto
chorava por motivos que faziam meus olhos encharcarem
chorava porque as pessoas preferiam usar luvas para proteger-se das rosas
a segurá-las com suas próprias mãos
De fato, o mar me sussurrou algo
as sereias me chamaram outra vez
e eu, fraca, me doei
Atirei-me contra as ondulações geladas
sentindo meus pulmões afundarem com o peso
meus olhos se encharcaram
porém, dessa vez,
se encheram da água fria e salgada
do belo mar que me gritava de alegria
O céu vermelho é a carta de uma ruína
a ruína vive em mim
como as estrelas vivem no céu
O vermelho é a cor do líquido que corre em meus pulsos
cheios de desespero
Como aquele sorriso amarelo na grama
com os lábios esticados demasiado e
a gengiva tão visível quanto as nuvens
Uma minúscula esfera azulada
um nada comparado a escuridão em que fica
é onde vivo
tão pequeno, com sobreviventes menores ainda
Aqui todos usam luvas, pois creem que as rosas têm espinhos
todos riem para esconder as lágrimas
Estamos presos em rotinas sem nem um propósito
Minha irmã de dezessete anos trabalha até seus olhos de fecharem sem o seu consentimento
minha amiga de quinze anos mergulhará em todas as palavras que vê enquanto elas existirem
minha prima de dez anos enfia a língua na garganta de homens vinte anos mais velhos
e o que me dizem?
eu os ouço dizer que a minha prima é a mais esperta
Aqui é assim
Nessa pequena bola azul e branca onde eu vivo é assim
O único sorriso que vejo pertence a bola quente de fogo assustadoramente grande em cima da minha cabeça
O único sussurro de felicidade que ouço é do vento forte perto da areia
O único grito de alegria que ouço é das ondas irritadiças com as garrafas de plástico jogadas em suas espumas
ah, o mar!, tão belo!
minhas lágrimas salgadas são doces ao seu encontro
os peixes pequenos que correm em desespero quando me veem parecem tão frágeis e tão fortes...
os lamentos e choros parecem tão insignificantes perto de tanta água
A água, a vida
As sereias me chamam ao seu encontro
dizem que Atlântida não é longe pra quem pertence ao oceano
Eu quero ir
a esse lugar desconhecido
Quero me desprender a dor da terra
e viver livre na água
Uma criança chorou na minha frente
não era birra:
não chorava por fome nem por saudade
chorava como um adulto
chorava por motivos que faziam meus olhos encharcarem
chorava porque as pessoas preferiam usar luvas para proteger-se das rosas
a segurá-las com suas próprias mãos
De fato, o mar me sussurrou algo
as sereias me chamaram outra vez
e eu, fraca, me doei
Atirei-me contra as ondulações geladas
sentindo meus pulmões afundarem com o peso
meus olhos se encharcaram
porém, dessa vez,
se encheram da água fria e salgada
do belo mar que me gritava de alegria
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Escolhas
Eu devia ter feito esse no dia 14 de novembro '^^
Esse poema é para minha prima -v- Vic, feliz aniversário atrasado!
Escolhas
Em frente só há o vazio
um caminho escuro e sinistro
sem estradas
sem previsões
Não há flores
nem cheiro
Nenhuma luz numa brecha
nem uma lacuna para espiar
o que terei de enfrentar
Não posso ir para trás
é impossível
Mesmo que eu queria muito,
sou arrastada,
puxada,
para frente
Não é possível
voltar
Pediram-me para dizer a cor do céu
mas
tudo o que vejo é cinza
Sem cor, sem vida
Sem esperanças
Esse é o interior
de uma jovem desesperançada
Minha linhagem
meus iguais de sangue
meus genitores
não escutam o que meus olhos veem
Não querem ouvir
Não me escutam
Ouvir dizer
que o caminho a frente
é similar a mim
Que esse tem as cores que eu quero
os sons que eu ouço
os cheiros que eu sinto
É minha escolha
Minha terrível e frustrante escolha
seguir o amanhã
e clareá-lo com minha própria luz
Esse poema é para minha prima -v- Vic, feliz aniversário atrasado!
Escolhas
Em frente só há o vazio
um caminho escuro e sinistro
sem estradas
sem previsões
Não há flores
nem cheiro
Nenhuma luz numa brecha
nem uma lacuna para espiar
o que terei de enfrentar
Não posso ir para trás
é impossível
Mesmo que eu queria muito,
sou arrastada,
puxada,
para frente
Não é possível
voltar
Pediram-me para dizer a cor do céu
mas
tudo o que vejo é cinza
Sem cor, sem vida
Sem esperanças
Esse é o interior
de uma jovem desesperançada
Minha linhagem
meus iguais de sangue
meus genitores
não escutam o que meus olhos veem
Não querem ouvir
Não me escutam
Ouvir dizer
que o caminho a frente
é similar a mim
Que esse tem as cores que eu quero
os sons que eu ouço
os cheiros que eu sinto
É minha escolha
Minha terrível e frustrante escolha
seguir o amanhã
e clareá-lo com minha própria luz
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
A vida é...
Um livro com três páginas
todas em branco
e com o final já escrito.
todas em branco
e com o final já escrito.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Desordem
Desordem
A colina se espreguiça
o sol espirra
as nuvens metem as lâminas nos pulsos
e você sorri daquele jeito bobo
sem se importar com o mundo a sua volta
cometendo seu pecado
com sua alegria insana
devorando outro lábio
olhando outros olhos
e me matando
estraçalhando o coração que já não me pertence
jogando minha alma no rio
deixando a correnteza obscura me levar
eu grito num silêncio rouco
mas seu ouvido só ouve mel
por mais que eu tente acreditar
sei que essa chuva nunca vai passar
A colina se espreguiça
o sol espirra
as nuvens metem as lâminas nos pulsos
e você sorri daquele jeito bobo
sem se importar com o mundo a sua volta
cometendo seu pecado
com sua alegria insana
devorando outro lábio
olhando outros olhos
e me matando
estraçalhando o coração que já não me pertence
jogando minha alma no rio
deixando a correnteza obscura me levar
eu grito num silêncio rouco
mas seu ouvido só ouve mel
por mais que eu tente acreditar
sei que essa chuva nunca vai passar
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
SIM
S aiba que dizê-lo à vida
I rá fazer as coisas melhorarem
M uito mais do que sua mente nublada é capaz de imaginar.
É isso aí. A vida só está esperando que você diga 'sim' e a esperança renascerá.
I rá fazer as coisas melhorarem
M uito mais do que sua mente nublada é capaz de imaginar.
É isso aí. A vida só está esperando que você diga 'sim' e a esperança renascerá.
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domingo, 14 de setembro de 2014
Adolescência
Adolescência
Ela está com medo
Vocês não veem?
Ela está tremendo
Ainda é cedo
Ela está assustada
Vocês não percebem?
Ela quer fugir
Não quer ver vocês
Já foi muito maltratada
"Escreva sobre a felicidade"
Mas ela não sabia o que dizer
Ela está infeliz
Por que não estou surpresa?
A felicidade está embaixo do nosso nariz
Mas foi tampado com uma mesa
Ela está chorando
Vocês não estão ouvindo?
Ela implora
Implora por ajuda
Por que isso?
Por que ninguém está sentindo?
É normal
Todos passam por isso
Todos têm que sentir
Mas ninguém quer saber
Ninguém quer ouvir
Por que ela está sorrindo?
Não está triste?
Por que não diz a ninguém?
Por que ela não quer me ouvir?
Se não eu,
ela terá quem?
Ela está com medo
Vocês não veem?
Ela está tremendo
Ainda é cedo
Ela está assustada
Vocês não percebem?
Ela quer fugir
Não quer ver vocês
Já foi muito maltratada
"Escreva sobre a felicidade"
Mas ela não sabia o que dizer
Ela está infeliz
Por que não estou surpresa?
A felicidade está embaixo do nosso nariz
Mas foi tampado com uma mesa
Ela está chorando
Vocês não estão ouvindo?
Ela implora
Implora por ajuda
Por que isso?
Por que ninguém está sentindo?
É normal
Todos passam por isso
Todos têm que sentir
Mas ninguém quer saber
Ninguém quer ouvir
Por que ela está sorrindo?
Não está triste?
Por que não diz a ninguém?
Por que ela não quer me ouvir?
Se não eu,
ela terá quem?
Carnal
Esse poema é meio que baseado numa fanfiction que eu fiz :P
Carnal
Num quarto escuro e abafado
sons excitantes são ouvidos
Calor e anseio
Gemidos e gritos
Dois corpos que se encaixam perfeitamente
Duas bocas que se devoram avidamente
Duas línguas que dançam sensualmente
Mãos deslizando em peles cálidas
Movimentos sincronizados
Arquear de costas
Dor e prazer
Após tudo, o bocejo
Olho no olho
Suor escorrendo
Estalos de beijo
Isso seria amor?
Ou desejo?
Carnal
Num quarto escuro e abafado
sons excitantes são ouvidos
Calor e anseio
Gemidos e gritos
Dois corpos que se encaixam perfeitamente
Duas bocas que se devoram avidamente
Duas línguas que dançam sensualmente
Mãos deslizando em peles cálidas
Movimentos sincronizados
Arquear de costas
Dor e prazer
Após tudo, o bocejo
Olho no olho
Suor escorrendo
Estalos de beijo
Isso seria amor?
Ou desejo?
sábado, 13 de setembro de 2014
Esperança
Esse poema não é meu! É do meu amigo Eduardo Andrade -v-
Esperança
Caminhando para o destino final
campos verdes ficando para trás
casa, família, amigos...
nada sempre marchando em frente
Elfos, fadas, anões, dragões e seu cavaleiros
terras deixadas para trás
famúlias a serem multiladas
tristeza e desolação
Ao longe, trombetas mortais ecoavam
A mancha negra que cobria céus e terras
O destino final se aproxima
"Que os deuses nos perdoem"
Gritos, sangue, dor, agonia...
Guerreios, heróis de suas terras
Lâminas cruzadas na dança mortal
Dançarinos no chão aos braços da morte
Dragões dominavam os céus
Sangue banhava a terra
Fumaça e poeira dançavam no ar
"Oh, deuses, me levem para casa"
Com medo e desesperado
Apenas uma coisa o motiva a lutar:
A esperança de voltar para casa
Esperança de voltar para sua amada
Dias se passavam
Medo e desolação os assombravam
Os inimigos avançavam
Esperanças...
Magias, armadilhas, reforsos
Nada intimidava seus inimigos
"Demônios sanguinários"
"Oh, deuses, um último pedido..."
"Lutem por suas vidas"
"Lutem pelo que amamos"
"lutem.."
a batalha final...
Olhos de predador
passos brutais de uma dança homicida
desejo e ódio
fogo e sangue
O medo dominou seus inimigos
Movimentos hesitantes
Esperança renovada
Desejo...
Ele o encontrou...
O líder das trevas
Rodeado de cadáveres
Os olhos vermelhos o encarava
A dança mortal
Espadas colidiam
O final estava próximo
"Por favor, que seja eu"
A dança mortal intensificava
"Morra!!"
Um único movimento
O líder jazia a seus pés
Os inimigos sumiam como fumaça
Os heróis hesitavam perante a vitória
Sangue e corpos jogados no chão
A única prova de uma luta
Gritos, abraços e alegria
Vivos...
Nenhum motivo a mais para comemorar
"Obrigado, deuses"
Ela o esperava com lágrimas nos olhos
O abraçou com toda força
Nem a morte ousaria leva-lo naquele momento
"Eu te amo"
Esperança
Caminhando para o destino final
campos verdes ficando para trás
casa, família, amigos...
nada sempre marchando em frente
Elfos, fadas, anões, dragões e seu cavaleiros
terras deixadas para trás
famúlias a serem multiladas
tristeza e desolação
Ao longe, trombetas mortais ecoavam
A mancha negra que cobria céus e terras
O destino final se aproxima
"Que os deuses nos perdoem"
Gritos, sangue, dor, agonia...
Guerreios, heróis de suas terras
Lâminas cruzadas na dança mortal
Dançarinos no chão aos braços da morte
Dragões dominavam os céus
Sangue banhava a terra
Fumaça e poeira dançavam no ar
"Oh, deuses, me levem para casa"
Com medo e desesperado
Apenas uma coisa o motiva a lutar:
A esperança de voltar para casa
Esperança de voltar para sua amada
Dias se passavam
Medo e desolação os assombravam
Os inimigos avançavam
Esperanças...
Magias, armadilhas, reforsos
Nada intimidava seus inimigos
"Demônios sanguinários"
"Oh, deuses, um último pedido..."
"Lutem por suas vidas"
"Lutem pelo que amamos"
"lutem.."
a batalha final...
Olhos de predador
passos brutais de uma dança homicida
desejo e ódio
fogo e sangue
O medo dominou seus inimigos
Movimentos hesitantes
Esperança renovada
Desejo...
Ele o encontrou...
O líder das trevas
Rodeado de cadáveres
Os olhos vermelhos o encarava
A dança mortal
Espadas colidiam
O final estava próximo
"Por favor, que seja eu"
A dança mortal intensificava
"Morra!!"
Um único movimento
O líder jazia a seus pés
Os inimigos sumiam como fumaça
Os heróis hesitavam perante a vitória
Sangue e corpos jogados no chão
A única prova de uma luta
Gritos, abraços e alegria
Vivos...
Nenhum motivo a mais para comemorar
"Obrigado, deuses"
Ela o esperava com lágrimas nos olhos
O abraçou com toda força
Nem a morte ousaria leva-lo naquele momento
"Eu te amo"
Uma flor no deserto
Uma flor no deserto
Os olhos procuram seus desejos
As mãos tateiam suas ambições
As mentes pensam em seus anseios
Presos em suas fixações
Oh, mesmo se eu soubesse o que esses corações sentem,
Ainda que eu curasse suas dores,
Se eu ouvisse seus gemidos sôfregos na madrugada
clamando por ajuda
Implorando o perdão dos seus delitos
Contorcendo suas mentes em suas próprias aflições,
Eles não viriam até a mim
Um suspiro angustiado ecoa em suas gargantas todos os dias
Um tremor assustado
Um sorriso forçado
Um olhar desesperado
Eles procuram algo novo
Querem uma novidade
Mas não veem
Seus olhos estão presos em si mesmos
Suas visões funcionam apenas em espelhos
E mesmo se eles fossem à algum lugar novo
Não procurariam inovação
Porque querem a mesmice
Querem o óbvio
Querem o que é necessário
Afinal, ninguém procura flores no deserto
Os olhos procuram seus desejos
As mãos tateiam suas ambições
As mentes pensam em seus anseios
Presos em suas fixações
Oh, mesmo se eu soubesse o que esses corações sentem,
Ainda que eu curasse suas dores,
Se eu ouvisse seus gemidos sôfregos na madrugada
clamando por ajuda
Implorando o perdão dos seus delitos
Contorcendo suas mentes em suas próprias aflições,
Eles não viriam até a mim
Um suspiro angustiado ecoa em suas gargantas todos os dias
Um tremor assustado
Um sorriso forçado
Um olhar desesperado
Eles procuram algo novo
Querem uma novidade
Mas não veem
Seus olhos estão presos em si mesmos
Suas visões funcionam apenas em espelhos
E mesmo se eles fossem à algum lugar novo
Não procurariam inovação
Porque querem a mesmice
Querem o óbvio
Querem o que é necessário
Afinal, ninguém procura flores no deserto
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Uma dose de desapego
Uma dose de desapego
Uma dose, por favor, para um coração que sofre por um amor não correspondido
Uma dose para uma destruição no lado esquerdo de um peito dolorido
Uma dose para um turbilhão de pensamentos esquecidos
e que de tempo em tempo lembra-se das frustrações passadas
que de tanto tempo torna-se a vida do seu tempo
Uma dose para um pobre esquecido cujo cupido não atendeu seu pedido
Uma dose para um pobre desiludido
Uma dose para uma pobre criatura que não sentiu o calor no peito
Uma dose para um pobre homem que teve um amor desprezado
Um pobre ser humano que não teve seus desejos realizados
E que dose em dose tem suas desilusões esquecidas
Nem que seja por um segundo, uma hora ou um dia
Mas nesses tempos tem seus pensamentos aliviados
Sua herança são as doses de esquecimento
Que, como uma criança, esquece tudo por uma noite
e tudo volta no dia
Uma dose, por favor, para um homem a espera do passado
e livrando-se de um futuro perdido
Uma dose, por favor, para um coração que sofre por um amor não correspondido
Uma dose para uma destruição no lado esquerdo de um peito dolorido
Uma dose para um turbilhão de pensamentos esquecidos
e que de tempo em tempo lembra-se das frustrações passadas
que de tanto tempo torna-se a vida do seu tempo
Uma dose para um pobre esquecido cujo cupido não atendeu seu pedido
Uma dose para um pobre desiludido
Uma dose para uma pobre criatura que não sentiu o calor no peito
Uma dose para um pobre homem que teve um amor desprezado
Um pobre ser humano que não teve seus desejos realizados
E que dose em dose tem suas desilusões esquecidas
Nem que seja por um segundo, uma hora ou um dia
Mas nesses tempos tem seus pensamentos aliviados
Sua herança são as doses de esquecimento
Que, como uma criança, esquece tudo por uma noite
e tudo volta no dia
Uma dose, por favor, para um homem a espera do passado
e livrando-se de um futuro perdido
terça-feira, 24 de junho de 2014
Paixão?
Mais um aí na minha inovação ^-^
Paixão?
Paixão?
Todos dizem que não
Eu digo que sim
Eles não sabem
Explicar é em vão
Olhos brilhantes
Sorriso
Cor não importa
Sabe demais
Dois iguais?
Problemas a parte
Melhores amigos
Diferentes
Não se o que fazer
Não sei como fazer
isso parar
Olhares estranhos
Qual o problema?
Palavras afiadas
O que houve?
Mesma altura
Mesmas mãos
Mesmas roupas
Mesmos pés
Iguais e diferentes
Por quê?
H
Sempre a mesma palavra
A palavra com H
Não sabe amar?
Eu posso te ensinar
Por que não?
Eu te amo
Por que não acredita?
Tão iguais e diferentes
Por que não podemos ser felizes juntos?
Não posso te beijar em público?
Por que ninguém pode nos ver?
Eu te amo
Por que ninguém acredita?
Cansou?
Não quer mais me ver?
Meu corpo dói
Estou com marcas roxas
Ex-melhores amigos
Ainda te amo
Por que não podemos nos amar?
Bonecas
Decidi inovar um pouco. (Escrevi esse poema escutando uma música).
Bonecas
Bonecas
Eu estive pensando num sonho
Talvez alguém o escute
Quem poderá dizer?
Não interessa, sempre é assim
Destruída, remendada
Sem importância
Uma boneca
Embaçado, confuso
Talvez os olhos sejam azuis
Número 2
Minha visão está embaçada
Talvez ninguém nunca saiba
O calor está aumentando
Ah, não sei
Apague todas as suas lembranças também
Ah, eu quero saber
Até o fundo
Hm… bem… não quero aceitar
Ah, sim!, não quero saber
O que eu deveria saber?
Boa pessoa?
Elas enganam
Sorrisos? Sussurros?
O que eu deveria fazer a respeito de tais sentimentos?
Você poderia me dizer?
Número 14?
Por que a mudança?
Mestre? Senhor?
O mundo está girando
Sem olhares, sem importância
Uma boneca
Escute bem o que eu digo
Não me ouça
Azul e amarelo
Camas e lençóis
Você e eu num encontro?
Ou apenas saindo?
Diga relaxe, relaxe
Mas não se acalma
Suor e gritos
Ninguém escuta
Ou ninguém quer ouvir?
Gritos e suor
Acho que não se importam
Espera, você diz, espera, espera
Você e eu num encontro?
Você está doente?
Isso é um pesadelo
Sem importância, sem sentimentos
Perfeita e bela
Uma boneca
sábado, 14 de junho de 2014
Quem sabe um dia...
Quem sabe um dia...
A vida é bela
A vida é dela
Ela é minha
Mas só em tela
Minha mente dá voltas
E reviravoltas
Esta só imagina
E me revolta
Ela me beija
Mas não sente
Ela me abraça
Mas não sabe
Ela não me ama
Mas fico contente
Quem sabe um dia ela me note
Quem sabe um dia ela perceba
Quem sabe um dia seus olhos brilhem
E, do meu amor, beba
A vida é bela
A vida é dela
Ela é minha
Mas só em tela
Minha mente dá voltas
E reviravoltas
Esta só imagina
E me revolta
Ela me beija
Mas não sente
Ela me abraça
Mas não sabe
Ela não me ama
Mas fico contente
Quem sabe um dia ela me note
Quem sabe um dia ela perceba
Quem sabe um dia seus olhos brilhem
E, do meu amor, beba
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Vida
Vou dizer o que aprendi nessa
Ida e vinda do tempo:
Depois que tudo o que você passa
A única coisa que importa é o amor.
Ida e vinda do tempo:
Depois que tudo o que você passa
A única coisa que importa é o amor.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Anjo
Anjo
Uma voz cantava
As folhas remexiam
O lago brilhava
Aves piavam
O verde era mais forte
O azul mais intenso
O branco mais denso
Dois olhos negros
Um sorriso branco
Uma pele morena
E cachos castanhos
A brisa fraca
O cheiro de flores
Um pouco de concreto
O fedor da fumaça
A falta de amor
A desconfiança
O ódio
E a hipocrisia
A única salvação foi ele
Um garoto de vestes rasgadas
Rosto sujo
E muito magro
Duas asas invisíveis
Duas asas inexistentes
Uma áurea brilhante
Uma áurea inexistente
Um sorriso gigante
Alegria contagiante
Amor no coração
E paz na mente
Porém ele não acordou
na semana seguinte
Não fechou os olhos
Alguém fez isso
Algum demônio
Mas seu sorriso continuava lá
(Sem título)
(...)
Era um garoto um tanto estranho
Não gostava de ler
Não sorria
E sempre estava olhando o relógio
Seus pais costumavam
a chamá-lo de "O Observador"
E sempre sorriam quando
o garoto falava algo com a voz enguiçada
Era um garoto esquisito
Estava sempre lendo
Corava com tudo
E sempre estava olhando o relógio
Seus irmãos costumavam
a chamá-lo de "O Nerd"
E achavam engraçado quando
o garoto perdia os seus óculos
Era um garoto um tanto esnobe
Reclamava
Mandava todos calarem a boca
E sempre estava olhando o relógio
Seus colegas costumavam
a chamá-lo de "O Metido"
E achavam cômico quando
o garoto se sentia solitário
Era um garoto extrovertido
Fazia piadas
Era gentil
E sempre estava olhando o relógio
Seus amigos costumavam
a chamá-lo de "O Companheiro"
E sempre gargalhavam quando
o garoto fazia uma careta
Era um garoto quieto
Sempre olhava o mesmo objeto
Nunca mentia
E sempre ouvia o tic-tac
"Por que você não para
de olhar esse relógio?"
perguntava sua professora
E a resposta soava óbvia como as estrelas:
"É engraçado como tempo não para
por nada nem por ninguém"
Era um garoto um tanto estranho
Não gostava de ler
Não sorria
E sempre estava olhando o relógio
Seus pais costumavam
a chamá-lo de "O Observador"
E sempre sorriam quando
o garoto falava algo com a voz enguiçada
Era um garoto esquisito
Estava sempre lendo
Corava com tudo
E sempre estava olhando o relógio
Seus irmãos costumavam
a chamá-lo de "O Nerd"
E achavam engraçado quando
o garoto perdia os seus óculos
Era um garoto um tanto esnobe
Reclamava
Mandava todos calarem a boca
E sempre estava olhando o relógio
Seus colegas costumavam
a chamá-lo de "O Metido"
E achavam cômico quando
o garoto se sentia solitário
Era um garoto extrovertido
Fazia piadas
Era gentil
E sempre estava olhando o relógio
Seus amigos costumavam
a chamá-lo de "O Companheiro"
E sempre gargalhavam quando
o garoto fazia uma careta
Era um garoto quieto
Sempre olhava o mesmo objeto
Nunca mentia
E sempre ouvia o tic-tac
"Por que você não para
de olhar esse relógio?"
perguntava sua professora
E a resposta soava óbvia como as estrelas:
"É engraçado como tempo não para
por nada nem por ninguém"
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