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domingo, 17 de maio de 2015

Ponto final

Ponto final

Eu olho para frente e só vejo o fim. Um desastre.
As flores que cuidei com tanto carinho estão morrendo
e elas são jovens demais para isso.
As nuvens feitas das minhas lágrimas querem se despejar em mim
e me afogar.
Os fios vermelhos que esmagavam meu coração foram desfeitos,
e não foi escolha minha.

O fim do túnel está no meu campo de visão,

mas nele só há um muro.
Preto e branco.
Branco e preto.
As cores não estão mais aqui.
Desamparo.
Meu mundo interior está destruído.
Por quê?
Eu não o destruí!
Eu jamais quereria destruí-lo.
Mas, ainda sim, ele está destruído.

Eu olho para frente e não vejo nada.

Nada esperançoso, nada de bom.
Não há ninguém por aqui.
Todos estão ao meu redor.
Nada compartilhado,
pelo menos da parte deles.
Estou só na multidão.

Olho em frente e vejo uma saída.

Será uma boa ideia?
Não há mais nada a fazer.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Benevolência não feita, apenas falada

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TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV TV
TV NINGUÉM                                      TV
TV                     VÊ                               TV
TV                           NA                        TV
TV                                DA                   TV
TV     SÓ                                               TV
TV                QUEREM                        TV
TV                                   VER              TV
TV                                             A         TV
TV                                              TEVÊ TV
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sábado, 28 de março de 2015

Baile

A música suave
O ponche de laranja
As conversas correndo soltas
Os vestidos longos
As mãos na cintura e no ombro
Os restos de comida jogadas do estômago para o vaso sanitário
Os flashes das câmeras
E as fotografias penduradas nas paredes

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Escolhas

Eu devia ter feito esse no dia 14 de novembro '^^
Esse poema é para minha prima -v- Vic, feliz aniversário atrasado!

Escolhas

Em frente só há o vazio
um caminho escuro e sinistro
sem estradas
sem previsões
Não há flores
nem cheiro
Nenhuma luz numa brecha
nem uma lacuna para espiar
o que terei de enfrentar

Não posso ir para trás
é impossível
Mesmo que eu queria muito,
sou arrastada,
puxada,
para frente
Não é possível
voltar

Pediram-me para dizer a cor do céu
mas
tudo o que vejo é cinza
Sem cor, sem vida
Sem esperanças
Esse é o interior
de uma jovem desesperançada

Minha linhagem
meus iguais de sangue
meus genitores
não escutam o que meus olhos veem
Não querem ouvir
Não me escutam

Ouvir dizer
que o caminho a frente
é similar a mim
Que esse tem as cores que eu quero
os sons que eu ouço
os cheiros que eu sinto
É minha escolha
Minha terrível e frustrante escolha
seguir o amanhã
e clareá-lo com minha própria luz

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fantasia

Fantasia

Há o começo e há o fim
Meus pensamentos são transferidos
para cima das linhas azuis
Todas as flores me observam
falando que minha insanidade não tem olhos
Há o meio e a verdade
A transparência dos seus olhos é opaca
Seus lábios parecem máscaras

Há a luz e a escuridão
Minha borracha apaga minha língua
e meu lápis reescreve os fatos

Os pássaros dizem que meu corpo é negro
e meu rosto é branco
Seus caules me enrolam
e mudam de cor
Também troco,
porém continuo desigual
Numa nova cor que não é a dos meus olhos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desordem

Desordem


A colina se espreguiça
o sol espirra
as nuvens metem as lâminas nos pulsos
e você sorri daquele jeito bobo
sem se importar com o mundo a sua volta
cometendo seu pecado
com sua alegria insana

devorando outro lábio
olhando outros olhos
e me matando
estraçalhando o coração que já não me pertence
jogando minha alma no rio
deixando a correnteza obscura me levar

eu grito num silêncio rouco
mas seu ouvido só ouve mel
por mais que eu tente acreditar
sei que essa chuva nunca vai passar

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Caminho

Já publiquei esse no Tumblr.

Caminho

Saio de casa todo dia esperando,
o dia todo, o talvez.
Talvez eu seja feliz por um dia.
Talvez eu seja triste.
Talvez eu sorria.
Talvez eu chore.
Talvez eu ame.
Talvez eu odeie.
Talvez eu admire as coisas simples que há no mundo, mostrando minha simplicidade maior ainda ao contemplá-las.
Talvez eu reclame da poluição, da extinção e das pessoas.
Talvez o “talvez” se torne concreto.
Talvez meu desejo seja mais discreto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SIM

S aiba que dizê-lo à vida
I rá fazer as coisas melhorarem
M uito mais do que sua mente nublada é capaz de imaginar.


É isso aí. A vida só está esperando que você diga 'sim' e a esperança renascerá.

domingo, 14 de setembro de 2014

Adolescência

Adolescência

Ela está com medo
Vocês não veem?
Ela está tremendo
Ainda é cedo

Ela está assustada
Vocês não percebem?
Ela quer fugir
Não quer ver vocês
Já foi muito maltratada

"Escreva sobre a felicidade"
Mas ela não sabia o que dizer

Ela está infeliz
Por que não estou surpresa?
A felicidade está embaixo do nosso nariz
Mas foi tampado com uma mesa

Ela está chorando
Vocês não estão ouvindo?
Ela implora
Implora por ajuda
Por que isso?
Por que ninguém está sentindo?

É normal
Todos passam por isso
Todos têm que sentir
Mas ninguém quer saber
Ninguém quer ouvir

Por que ela está sorrindo?
Não está triste?
Por que não diz a ninguém?
Por que ela não quer me ouvir?
Se não eu,
ela terá quem?

Carnal

Esse poema é meio que baseado numa fanfiction que eu fiz :P

Carnal

Num quarto escuro e abafado
sons excitantes são ouvidos
Calor e anseio
Gemidos e gritos

Dois corpos que se encaixam perfeitamente
Duas bocas que se devoram avidamente
Duas línguas que dançam sensualmente

Mãos deslizando em peles cálidas
Movimentos sincronizados
Arquear de costas
Dor e prazer

Após tudo, o bocejo
Olho no olho
Suor escorrendo
Estalos de beijo
Isso seria amor?
Ou desejo?

sábado, 13 de setembro de 2014

Uma flor no deserto

Uma flor no deserto

Os olhos procuram seus desejos
As mãos tateiam suas ambições
As mentes pensam em seus anseios
Presos em suas fixações

Oh, mesmo se eu soubesse o que esses corações sentem,
Ainda que eu curasse suas dores,
Se eu ouvisse seus gemidos sôfregos na madrugada
clamando por ajuda
Implorando o perdão dos seus delitos
Contorcendo suas mentes em suas próprias aflições,
Eles não viriam até a mim

Um suspiro angustiado ecoa em suas gargantas todos os dias
Um tremor assustado
Um sorriso forçado
Um olhar desesperado

Eles procuram algo novo
Querem uma novidade
Mas não veem
Seus olhos estão presos em si mesmos
Suas visões funcionam apenas em espelhos

E mesmo se eles fossem à algum lugar novo
Não procurariam inovação
Porque querem a mesmice
Querem o óbvio
Querem o que é necessário
Afinal, ninguém procura flores no deserto

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uma dose de desapego

Uma dose de desapego

Uma dose, por favor, para um coração que sofre por um amor não correspondido
Uma dose para uma destruição no lado esquerdo de um peito dolorido
Uma dose para um turbilhão de pensamentos esquecidos
e que de tempo em tempo lembra-se das frustrações passadas
que de tanto tempo torna-se a vida do seu tempo

Uma dose para um pobre esquecido cujo cupido não atendeu seu pedido
Uma dose para um pobre desiludido
Uma dose para uma pobre criatura que não sentiu o calor no peito
Uma dose para um pobre homem que teve um amor desprezado

Um pobre ser humano que não teve seus desejos realizados
E que dose em dose tem suas desilusões esquecidas
Nem que seja por um segundo, uma hora ou um dia
Mas nesses tempos tem seus pensamentos aliviados

Sua herança são as doses de esquecimento
Que, como uma criança, esquece tudo por uma noite
e tudo volta no dia
Uma dose, por favor, para um homem a espera do passado
e livrando-se de um futuro perdido

terça-feira, 24 de junho de 2014

Bonecas

Decidi inovar um pouco. (Escrevi esse poema escutando uma música).

Bonecas

Eu estive pensando num sonho
Talvez alguém o escute
Quem poderá dizer?
Não interessa, sempre é assim
Destruída, remendada
Sem importância
Uma boneca

Embaçado, confuso
Talvez os olhos sejam azuis
Número 2
Minha visão está embaçada
Talvez ninguém nunca saiba
O calor está aumentando

Ah, não sei
Apague todas as suas lembranças também
Ah, eu quero saber
Até o fundo

Hm… bem… não quero aceitar
Ah, sim!, não quero saber
O que eu deveria saber?
Boa pessoa?
Elas enganam
Sorrisos? Sussurros?
O que eu deveria fazer a respeito de tais sentimentos?
Você poderia me dizer?

Número 14?
Por que a mudança?
Mestre? Senhor?
O mundo está girando
Sem olhares, sem importância
Uma boneca

Escute bem o que eu digo
Não me ouça
Azul e amarelo
Camas e lençóis

Você e eu num encontro?
Ou apenas saindo?
Diga relaxe, relaxe
Mas não se acalma

Suor e gritos
Ninguém escuta
Ou ninguém quer ouvir?
Gritos e suor
Acho que não se importam

Espera, você diz, espera, espera
Você e eu num encontro?
Você está doente?
Isso é um pesadelo
Sem importância, sem sentimentos
Perfeita e bela

Uma boneca

sábado, 14 de junho de 2014

Quem sabe um dia...

Quem sabe um dia...

A vida é bela
A vida é dela
Ela é minha
Mas só em tela

Minha mente dá voltas
E reviravoltas
Esta só imagina
E me revolta

Ela me beija
Mas não sente
Ela me abraça
Mas não sabe
Ela não me ama
Mas fico contente

Quem sabe um dia ela me note
Quem sabe um dia ela perceba
Quem sabe um dia seus olhos brilhem
E, do meu amor, beba

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Vida

Vou dizer o que aprendi nessa
Ida e vinda do tempo:
Depois que tudo o que você passa
A única coisa que importa é o amor.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Anjo

Anjo

Uma voz cantava
As folhas remexiam
O lago brilhava
Aves piavam

O verde era mais forte
O azul mais intenso
O branco mais denso

Dois olhos negros
Um sorriso branco
Uma pele morena
E cachos castanhos

A brisa fraca
O cheiro de flores
Um pouco de concreto
O fedor da fumaça

A falta de amor
A desconfiança
O ódio
E a hipocrisia

A única salvação foi ele
Um garoto de vestes rasgadas
Rosto sujo
E muito magro

Duas asas invisíveis
Duas asas inexistentes
Uma áurea brilhante
Uma áurea inexistente

Um sorriso gigante
Alegria contagiante
Amor no coração
E paz na mente

Porém ele não acordou
na semana seguinte
Não fechou os olhos
Alguém fez isso
Algum demônio
Mas seu sorriso continuava lá

(Sem título)

(...)

Era um garoto um tanto estranho
Não gostava de ler
Não sorria
E sempre estava olhando o relógio
Seus pais costumavam
a chamá-lo de "O Observador"
E sempre sorriam quando
o garoto falava algo com a voz enguiçada

Era um garoto esquisito
Estava sempre lendo
Corava com tudo
E sempre estava olhando o relógio
Seus irmãos costumavam
a chamá-lo de "O Nerd"
E achavam engraçado quando
o garoto perdia os seus óculos

Era um garoto um tanto esnobe
Reclamava
Mandava todos calarem a boca
E sempre estava olhando o relógio
Seus colegas costumavam
a chamá-lo de "O Metido"
E achavam cômico quando
o garoto se sentia solitário

Era um garoto extrovertido
Fazia piadas
Era gentil
E sempre estava olhando o relógio
Seus amigos costumavam
a chamá-lo de "O Companheiro"
E sempre gargalhavam quando
o garoto fazia uma careta

Era um garoto quieto
Sempre olhava o mesmo objeto
Nunca mentia
E sempre ouvia o tic-tac
"Por que você não para
de olhar esse relógio?"
perguntava sua professora
E a resposta soava óbvia como as estrelas:
"É engraçado como tempo não para
por nada nem por ninguém"

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Condescendência

Condescendência

Você se diz minha amiga
mas não me apoia

Você se diz minha inimiga
mas só me dá bola

Vocês são espelhos
e como tais, não são sinceros
Não dizem a verdade
Não falam o que estão sentindo por dentro

Você diz que me gosta
mas não se importa

Você diz que me odeia
mas só se importa

Qual o meu problema?
O que eu tenho de errado?
Por que só atraio hipócritas?
Por que atraio pessoas condescendentes?

Dizem que os opostos se atraem
mas eu não acredito nisso
É só um lema idiota para ímãs
Isso não tem rima
mas é um fato

Elas são amigas
mas se odeiam

Elas são rivais
mas se apoiam

Cadê a sinceridade?
Como isso tudo vai acabar?

Você

Mereço comentários? :P

Você

Eu vi aquelas palavras
Ouvi sua voz me dizer
Vi sua mensagem me escrever
E de repente eu estava sem chão

Foi como uma flecha entrando em meu peito
A flecha da dor
Ela apareceu sem ser convidada
E em meu coração ficou cravada

Não é clichê
Não foi uma dor psicológica
Foi uma dor física
Você me machucou de verdade

E não importa quantos anos se passem
A dor continua lá
Mesmo que eu me acostume
Sei que ela não saiu
Porque é a única que não vai me deixar

Você me ajudou
Você me "amou"
Em você me fez crer
E me apaixonar
Você me decepcionou
Você me machucou
Agora só um desejo consigo ter
Que é
Ver você
Morrer