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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desordem

Desordem


A colina se espreguiça
o sol espirra
as nuvens metem as lâminas nos pulsos
e você sorri daquele jeito bobo
sem se importar com o mundo a sua volta
cometendo seu pecado
com sua alegria insana

devorando outro lábio
olhando outros olhos
e me matando
estraçalhando o coração que já não me pertence
jogando minha alma no rio
deixando a correnteza obscura me levar

eu grito num silêncio rouco
mas seu ouvido só ouve mel
por mais que eu tente acreditar
sei que essa chuva nunca vai passar

quinta-feira, 20 de março de 2014

Tormenta

Oi \o

Tormenta

Eu escrevi uma carta
Talvez alguém lerá
Quem pode garantir?
Não diga nada a ninguém
Está tudo de pernas pro ar
E eles só conseguem sorrir

Confusão e tempestades
Relâmpagos e palavras
Os textos se misturam
E as desordem se iniciam
Mas sou uma Matryoshka

Olhares cruzados
Sorrisos de lado
Desconfianças
E raiva

O tempo não para
mas minha mente não continua

O que eu posso fazer?
Você pode me dizer?
Alto e claro, por favor
Preciso de alguém pra crer

O que faço a respeito de tais sentimentos?
Você entende o que quero dizer?
Tudo será ridicularizado
E estou num martírio neste momento
E não há nada que você possa fazer